
Solidão é um tema universal que afeta a todos. Buscamos entender a diferença entre estar sozinho e sentir-se só.
Solidão ou Solitude: O encontro possível consigo mesmo
Na correria do cotidiano, a solidão é frequentemente vista como um fracasso social ou um vazio a ser preenchido a qualquer custo. Fugimos do silêncio como se ele fosse um inimigo, buscando distrações constantes nas telas e no excesso de estímulos. Mas, na clínica, fazemos uma distinção fundamental: existe a solidão que adoece e a solidão que cura.
A solidão que dói
A solidão dolorosa é aquela sentida mesmo quando estamos acompanhados. É o sentimento de não ser visto, de não ser compreendido ou de estar desconectado de si mesmo. É um isolamento interno que a presença física de outras pessoas não consegue aplacar.
A conquista da solitude
Por outro lado, existe a solitude — a capacidade de estar só sem se sentir abandonado. Winnicott, importante psicanalista, nos ensina que a capacidade de estar só é um dos sinais mais importantes de maturidade emocional.
A solitude não é um isolamento do mundo, mas um reencontro com a própria subjetividade. É o espaço onde podemos digerir nossas experiências, dar nome aos nossos sentimentos e, paradoxalmente, nos preparar para encontros mais autênticos com os outros.
O silêncio que fala
Aprender a suportar a própria companhia é um exercício de liberdade. Quando deixamos de temer o silêncio, começamos a ouvir o que o nosso desejo tem a dizer. A análise não nos isola, ela nos instrumentaliza para que a nossa solidão deixe de ser um peso e passe a ser um lugar de repouso e criação. Saiba mais sobre como lidar com esses desafios no meu livro: Enfrente a SUA depressão.